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Como funcionam os reajustes de preço dos planos de saúde oferecidos pelo seu empregador

Neste artigo, falaremos sobre o  reajuste de preços dos planos de saúde empresariais. Um assunto de grande relevância para as empresas e seus colaboradores. É importante estar por dentro dos motivos que levam a essa alteração, a fim de compreender melhor as negociações e os termos contratuais envolvidos.

Planos de saúde empresariais são uma importante ferramenta para garantir a saúde e bem-estar dos funcionários de determinada empresa. No entanto, muitas pessoas desconhecem como funcionam os reajustes de preço desses planos.

Pensando nisso, a Lupha reuniu algumas informações neste artigo visando esclarecer algumas dúvidas que o empregador possa ter quanto aos reajustes de preço de planos de saúde.

Acompanhe!

Quais as regras da ANS para os reajustes dos planos de saúde?

Para a realização dos ajustes anuais, a Agência Nacional de Saúde Suplementar, ou simplesmente ANS, se guia por quatro diferentes critérios, que são:

  • A data de contratação do plano;
  • O tipo de cobertura (ou segmento) do plano contratado;
  • O tipo de plano (individual/familiar/coletivo);
  • A quantidade de pessoas cobertas pelo plano.

A Agência leva em consideração também marcadores externos, como o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que indica a inflação do período, e uma média entre as atualizações aplicadas por operadoras de planos de saúde.

Quais os principais tipos de reajustes de preço dos planos de saúde empresariais?

No geral, existem três principais motivações por trás dos reajustes anuais estabelecidos pela ANS, que são:

  • A faixa etária

Esse tipo de reajuste é baseado na idade do beneficiário do contrato de saúde, de modo que quanto mais velho ele for, maior será o valor do reajuste.

A finalidade dessa modalidade de reajuste é cobrir o aumento dos custos com atendimento médico e hospitalar, que tendem a aumentar com a idade.

Isso significa que após o aniversário de 18 anos do beneficiário, os reajustes começam a ser aplicados sempre em intervalos de 5 anos conforme a tabela de atualizações da ANS. A última idade de reajuste é a de 59 anos.

  • A inflação

O Reajuste Financeiro, como são chamados os reajustes que obedecem a essa motivação, tem como base a inflação e a variação dos custos com atendimento médico e hospitalar.

Entre os indicadores mais tradicionais para a determinação das mudanças de valores nesse reajuste, temos:

A Variação de Custo Médico-Hospitalar (VCMH), que considera o valor médio de medicamentos e outros instrumentos médicos, como luvas, máscaras, Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e outros, para determinar o custo médio para se cuidar de uma pessoa comparando dois períodos consecutivos de 12 meses.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é utilizado principalmente para observar tendências de inflação e adequar os valores a elas.

O Índice Geral de Preços (IGP), que calcula a variação de preços de diversos produtos e serviços em solo nacional.

  • Reajuste técnico (ou reajuste por sinistralidade)

O terceiro reajuste é o Técnico, também conhecido como reajuste por sinistralidade, que leva em consideração análises técnicas dos gastos com atendimentos médicos e hospitalares da operadora de saúde. 

Esse reajuste ocorre quando o plano de saúde é mais acionado do que o previsto, e as despesas acabam ultrapassando o valor da mensalidade, provocando um desequilíbrio financeiro.

Todos os planos têm reajuste anual?

Sim. Todos os planos de saúde, sejam eles empresariais, individuais, coletivos ou familiares, devem passar por um reajuste anual conforme as normas e tabelas criadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).