Sinistralidade dos Planos Empresariais e Reajuste em 2026

Queda da sinistralidade em 2025 pode afetar o reajuste do plano de saúde em 2026

Índice

O reajuste do plano de saúde empresarial em 2026 merece atenção especial das empresas, principalmente porque o cenário da saúde suplementar mudou em relação aos últimos anos. Depois de ciclos marcados por custos elevados e reajustes expressivos, a redução da sinistralidade do setor trouxe uma perspectiva diferente para as renovações dos contratos empresariais.

No entanto, uma queda na sinistralidade média do mercado não significa que todas as empresas terão reajustes menores. Isso porque o percentual aplicado depende de diferentes fatores, como o porte do contrato, a operadora, a utilização do plano e, em determinados casos, a própria sinistralidade do grupo.

Além disso, a forma de cálculo muda conforme o número de beneficiários. Empresas com até 29 vidas participam do agrupamento de contratos da operadora, enquanto contratos com 30 vidas ou mais seguem critérios próprios de reajuste e podem ter maior espaço para negociação.

Por isso, compreender como funciona o reajuste do plano de saúde empresarial é fundamental antes de aceitar o percentual apresentado pela operadora. Ao longo deste artigo, você vai entender o impacto da sinistralidade, as diferenças entre contratos PME e contratos com 30 ou mais vidas e quais informações devem ser analisadas para avaliar o reajuste da sua empresa.

O que aconteceu com a sinistralidade dos planos empresariais em 2025

A sinistralidade média do setor de saúde suplementar fechou 2025 em 81,7%, conforme ans uma queda de 2,1 pontos percentuais em relação ao ano anterior, segundo dados do IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar). Como resultado, essa redução contribuiu para que o reajuste do plano de saúde empresarial em 2026 viesse, em média, mais baixo do que nos dois ciclos anteriores. No entanto, o percentual final ainda pode variar significativamente conforme o porte da empresa, o perfil do contrato e a operadora contratada.

📌 Na visão da Lupha Sinistralidade baixa no setor não significa reajuste baixo automático para a sua empresa. O índice nacional é uma média; o reajuste real do seu contrato depende da sinistralidade específica do seu grupo (se você tem 30 vidas ou mais) ou do pool de risco da operadora (se você tem até 29 vidas). Empresas que nunca acompanharam esse número tendem a aceitar percentuais acima da média sem perceber.

O que é sinistralidade e por que ela define o reajuste

Sinistralidade é a relação entre o que a empresa paga de mensalidade à operadora e o quanto os beneficiários efetivamente usam do plano em consultas, exames e internações. Uma sinistralidade de 81,7% significa que, a cada R$ 100 pagos de mensalidade, R$ 81,70 foram gastos em atendimentos. Quando esse número sobe, a operadora tende a repassar o custo extra no reajuste anual; quando cai, como aconteceu em 2025, a pressão para reajustes altos diminui.

Reajuste para empresas com até 29 vidas (pool de risco)

Empresas pequenas não têm sinistralidade individual reconhecida pela operadora — elas entram em um “pool de risco”, onde todos os contratos de até 29 vidas recebem o mesmo percentual de reajuste, calculado sobre a sinistralidade conjunta desse grupo. No ciclo maio/2025 a abril/2026, os percentuais de pool praticados pelas principais operadoras no mercado de São Paulo variaram bastante:

OperadoraReajuste do pool (ciclo mai/2025–abr/2026)Comparação com o ciclo anterior
Hapvida NotreDame Intermédica11,5% a 15,2%Abaixo do ciclo anterior (16% a 19,2%)
Bradesco Saúde15,1%Abaixo do ciclo anterior (20,96%)
SulAmérica15,23%Abaixo do ciclo anterior (19,67%)
Unimed Nacional19,5%Acima do ciclo anterior (18%)
⚠️ Fique atento Percentuais consultados em julho/2026, com base em publicações do mercado referentes ao ciclo maio/2025–abril/2026, e sujeitos a alteração sem aviso prévio da operadora. Confirme sempre o percentual vigente diretamente com a operadora ou com a Lupha antes de decidir.

Reajuste para empresas com 30 vidas ou mais (sinistralidade própria)

A partir de 30 vidas, o reajuste deixa de seguir um pool coletivo e passa a ser negociado com base na sinistralidade específica do contrato da empresa. Empresas com sinistralidade controlada — abaixo de 75% — chegam à negociação com poder de barganha real e conseguem fechar percentuais abaixo da média do mercado. Empresas com sinistralidade alta podem receber propostas de reajuste acima de 25% ou até 30%.

Por que o reajuste do plano de saúde empresarial veio mais baixo em 2026?

  • Sinistralidade média do setor caiu para 81,7% em 2025, ante um patamar mais alto no ciclo anterior — segundo o IESS.
  • O VCMH (Variação de Custo Médico-Hospitalar) desacelerou em relação ao pico registrado em 2023 e 2024.
  • As operadoras registraram resultados financeiros positivos em 2025, o que reduz o argumento técnico para reajustes muito acima da inflação médica.

Como saber se o reajuste do seu plano empresarial está correto

  • Peça à operadora o relatório de sinistralidade do seu contrato (se tiver 30 vidas ou mais) ou o índice de agrupamento publicado (se estiver no pool de até 29 vidas).
  • Compare o percentual proposto com a faixa de mercado praticada por operadoras do mesmo perfil, e não apenas com o índice nacional médio.
  • Monitore a sinistralidade ao longo do ano, não só na época da renovação — isso dá base de negociação antes da proposta chegar.
  • Avalie se ações simples, como incentivo ao uso consciente do plano e programas de prevenção, reduzem a sinistralidade do grupo no ciclo seguinte.
📌 Na visão da Lupha A maior parte das empresas só reage ao reajuste quando ele já chegou pronto para assinatura — nesse momento, a margem de negociação é bem menor. Empresas que acompanham a sinistralidade mês a mês, com apoio de uma corretora, chegam à renovação com dados na mão e negociam percentuais mais próximos da realidade do próprio contrato, não da média do mercado.

Perguntas frequentes

PerguntaResposta
O reajuste do plano empresarial segue o mesmo teto da ANS que o plano individual?Não. O teto da ANS (5,11% em 2026) vale só para planos individuais e familiares regulamentados. O plano empresarial é negociado entre empresa e operadora, com base em sinistralidade ou agrupamento, sem teto fixado pela ANS.
Minha empresa tem 15 vidas — como é calculado o meu reajuste?Empresas com até 29 vidas entram no pool de risco da operadora: todos os contratos desse porte recebem o mesmo percentual, calculado sobre a sinistralidade conjunta do grupo, não do seu contrato individual.
Sinistralidade acima de 75% é ruim?Não necessariamente ruim, mas reduz o poder de negociação. Sinistralidade controlada (abaixo de 75%) tende a resultar em propostas de reajuste mais próximas ou abaixo da média do mercado.
Posso negociar o percentual de reajuste proposto pela operadora?Sim, principalmente em contratos com 30 vidas ou mais, negociados individualmente. Chegar com o relatório de sinistralidade do próprio contrato em mãos fortalece a negociação.
Trocar de operadora reduz o reajuste?Pode reduzir a mensalidade inicial, mas o reajuste do novo contrato dependerá da sinistralidade que o grupo construir na nova operadora. Vale comparar o histórico de reajuste da operadora candidata antes de migrar.
“Reajuste de plano empresa” é a mesma coisa que reajuste do plano de saúde empresarial?Sim. São só formas diferentes de buscar o mesmo assunto. O reajuste do plano de saúde empresarial — também chamado de reajuste do saúde empresarial — é o percentual aplicado à mensalidade de contratos coletivos, calculado por sinistralidade ou agrupamento, sem teto fixado pela ANS.

🏢 Quem é a Lupha

A Lupha Consultoria e Corretora de Seguros ajuda empresas a contratar e revisar planos de saúde empresariais, com comparação real entre operadoras e análise criteriosa das condições de cada contrato. Além disso, a equipe à frente da Lupha atua no mercado de saúde suplementar desde 1993 e utiliza essa experiência para negociar reajustes com base em dados, e não apenas na proposta apresentada pela operadora. Por isso, antes de aceitar um novo percentual, vale entender os números do contrato e avaliar as possibilidades de negociação. Quer uma análise gratuita do reajuste da sua empresa? Fale com a Lupha.


Fontes

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Claudia Dias

Diretora Executiva da Lupha Consultoria em Planos de Saúde Especialista em saúde suplementar. Atua há mais de 30 anos no mercado brasileiro de planos de saúde, acompanhando de perto as transformações do setor, as mudanças regulatórias e a evolução das necessidades de pessoas, famílias e empresas na contratação de assistência médica privada.
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Diretora Executiva da Lupha Consultoria em Planos de Saúde Especialista em saúde suplementar. Atua há mais de 30 anos no mercado brasileiro de planos de saúde, acompanhando de perto as transformações do setor, as mudanças regulatórias e a evolução das necessidades de pessoas, famílias e empresas na contratação de assistência médica privada.

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